BREAKING
Mostrando postagens com marcador Estudos Bíblicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estudos Bíblicos. Mostrar todas as postagens

17/05/2018

SE QUERES SER SANTO


o   Devereis ter em mente as leis sob as quais prevalecem:

Ter-se exaurido, honestamente, toda a capacidade inerentemente humana de ajustamento.
o   Deveis ser industriosos.
Entregar-se abandonando todo desejo da mente, e toda aspiração da alma, ao abraço transformador do crescimento espiritual.
o   Deveis ter experimentado um enaltecimento dos significados e uma elevação dos valores.
É preciso escolher, do fundo do coração, a vontade divina.
o   Deveis anular o centro morto da indecisão.
Não apenas reconhecer a vontade do Pai e escolher cumpri-la, mas fazer uma consagração sem reservas e uma dedicação dinâmica.
o   Deveis de fato, cumprir a vontade do Pai.
A vossa oração será dirigida exclusivamente à sabedoria divina, para que ela resolva os problemas humanos específicos que encontrardes na ascensão ao Paraíso.
o   Deveis fazer a realização da perfeição divina
·        Qualifique-vos para uma vida poderosa encarando com sinceridade e coragem os problemas da realidade do universo.
o   Deveis possuir o vigor cósmico.
·        É preciso ter fé.
o   Deveis ter uma fé viva.

[Por: Luiz Clédio Monteiro - maio/2018]


24/11/2010

Pornografia: Realidade, Perigos e Libertação

Pornografia: Realidade, Perigos e Libertação

por Rev. Augustus Nicodemus, Paulo Brasil, Samuel Vitalino
O Que É Pornografia?
Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que defini-la. De forma geral,
podemos dizer que pornografia é a representação da nudez e do comportamento sexual
humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de
imagens animadas (filmes, vídeos, computador), fotografias, desenhos, textos escritos ou
falados. A pornografia explora o sexo, tratando os seres humanos como coisas e, em
particular, as mulheres como objetos sexuais.
A palavra pornografia vem do grego e significa literalmente "escrever sobre prostituta". Com o
tempo, passou a referir-se a qualquer material, escrito ou gráfico, de conteúdo sexual. O
termo é usado hoje de forma negativa. A indústria pornográfica que produz filmes, revistas,
vídeos e sites na Internet, prefere usar outros termos, como "material adulto". Esta manobra é
um eufemismo que visa retirar deste sórdido comércio a pecha negativa que ele possui.
É importante, porém, fazer uma distinção entre erotismo e pornografia. Existe um erotismo
saudável, que consiste na exploração da sexualidade dentro do casamento. O livro de
Provérbios nos traz um exemplo disto:
"Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as
tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os
estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,
corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te
sempre com as suas carícias. Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o
peito de outra?" (Pv 5.15-20)
Ou ainda, o livro de Cantares de Salomão:
"Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho" (Ct 1.2).
"Que belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o
vinho, e o aroma dos teus ungüentos do que toda sorte de especiarias! Os teus lábios, noiva
minha, destilam mel. Mel e leite se acham debaixo da tua língua, e a fragrância dos teus
vestidos é como a do Líbano" (Ct 4.10-11).
"Os teus beijos são como o bom vinho, vinho que se escoa suavemente para o meu amado,
deslizando entre seus lábios e dentes. Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim.
Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. Levantemo-nos cedo
de manhã para ir às vinhas; vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as
romeiras; dar-te-ei ali o meu amor" (Ct 7.9-12).
Estas passagens mostram que o Senhor nos criou com sexualidade e que a mesma pode ser
explorada e desfrutada dentro do ambiente do casamento. A pornografia é diferente, pois visa
o excitamento sexual através da exibição de imagens explícitas de sexo, nudez e órgãos
sexuais sem fazer qualquer distinção moral ou levar em conta adultério, prostituição,
lesbianismo, além de formas pervertidas de relações sexuais.
Breve Histórico da Pornografia
A representação gráfica da nudez humana, bem como das relações sexuais, é algo bem antigo
na história do homem. A arqueologia revelou que em muitas das paredes dos templos pagãos
cananitas, que foram destruídos pelos israelitas quando conquistaram a terra por volta de
1.300 anos antes de Cristo (Lv 26.1; Nm 33.52), havia desenhos de órgãos sexuais masculinos e
femininos. Essas são as formas mais antigas de pornografia que conhecemos. Os cananitas
aparentemente representavam os órgãos genitais nas paredes para excitar os adoradores e
estimulá-los à prática da prostituição sagrada. Os israelitas, em contraste, tinham uma atitude
totalmente diferente quanto à exposição dos órgãos sexuais. Em suas Escrituras Sagradas
estava escrito que Deus cuidou em cobrir a nudez do primeiro casal após a Queda (Gn 2.25;
3.7-10). Havia uma preocupação em que as vestimentas cobrissem os órgãos genitais (Ex
28.42-43), a ponto de existir uma determinação na lei de Moisés de que o sacerdote deveria
ter cuidado para não subir as escadas do altar de forma a deixar que seus órgãos genitais
ficassem expostos (Ex 20.26). Cão, o filho de Noé, foi condenado por ter visto a nudez de seu
pai. A própria Bíblia se refere à genitália de forma reservada, usando às vezes eufemismos
como "nudez" (Lv 18), "pele nua" (Ex 28.42), "membro viril" (Dt 23.1), "entre os pés" (Dt 28.57)
e "parte indecorosa" (1Co 12.23), só para citar alguns exemplos.
Os gregos antigos usavam temas pornográficos em canções empregadas nos festivais em honra
ao deus Dionísio, séculos antes de Cristo. Nas ruínas romanas de Pompéia, destruída na
erupção do Vesúvio em 79 d.C., há pinturas pornográficas nas paredes de algumas edificações
representando órgãos sexuais masculinos e propaganda de serviços de prostituição.
A pornografia também era usada em algumas culturas orientais antigas como Índia, Japão e
China. Bastante antiga e amplamente divulgada é a obra Kama Sutra, escrita na Índia por
volta do ano 2500 a.C., um manual contendo gravuras das mais grotescas formas de relação
sexual. Na Europa medieval, o Decamerão (1353) do italiano Giovanni Boccaccio, obra
abertamente pornográfica, tinha grande circulação.
Com o advento da mídia eletrônica em décadas recentes, a pornografia passou a ser um
problema social de grandes proporções. O cinema, a televisão, o vídeo e a TV a cabo se
tornaram canais poderosos pelos quais todos os tipos de pornografia se tornaram amplamente
disponíveis ao grande público. A partir daí a indústria pornográfica cresceu de forma massiva,
pois as pessoas passaram a consumir pornografia em suas próprias casas, sem precisar ir ao
cinema ou à banca de revistas. Surgiram também jogos pornográficos de computador. E mais
tarde, com o advento da Internet, a disponibilidade e a facilidade de acesso à pornografia
multiplicou-se de forma inimaginável. Devido ao acesso internacional e ao custo zero de
copiar e baixar imagens na Internet, a cyber-pornografia tornou-se a forma mais popular de
pornografia hoje.
Os Diversos Tipos de Pornografia
Os estudiosos do assunto, bem como os legisladores, fazem geralmente uma distinção entre
diferentes tipos de pornografia, para fins de estudo e compreensão:
1. Softcore – Refere-se a material pornográfico que apresenta imagens de nudez e cenas que
apenas sugerem a relação sexual.
2. Hardcore – Contém representação explícita dos órgãos genitais em cópula e de relações
sexuais de toda a sorte.
3. Snuff – Fala-se ainda de vídeos snuff, onde pessoas praticam atos sexuais e depois são
assassinadas. Entretanto, não se conhece nenhum exemplar destes vídeos que tenha sido
distribuído comercialmente.
4. Pornografia infantil – É a representação, sob qualquer forma, de criança em ato sexual
implícito ou explícito, simulado ou real, ou qualquer representação dos órgãos sexuais da
criança para fins sexuais.
5. Erótica – Algumas feministas fazem uma distinção entre pornografia, que é a sujeição e
degradação sexual da mulher através de imagens que representam o homem dominando e
humilhando a mulher sexualmente, e a erótica, que é a representação sexual de homem e
mulher em posição de igualdade e respeito mútuo.
Estas distinções podem nos ajudar a entender melhor o assunto e a perceber como diferentes
pessoas entendem a pornografia. Entretanto, todas as diferentes formas de pornografia têm
em comum a exposição pública da nudez e das relações sexuais humanas, com vistas ao
despertamento sexual indiscriminado. Por este motivo, os cristãos não devem se deixar iludir
por estas distinções, como se alguma forma de pornografia fosse menos errada do que outras.
A Situação Legal da Pornografia em Alguns Países
A pornografia é uma das formas mais polêmicas de expressão. As sociedades vêm debatendo
há muito se material pornográfico deveria ser censurado e como fazer a distinção entre nudez
artística e pornografia. No ocidente, onde a liberdade de expressão é uma marca distintiva
das democracias, o assunto tem se tornado ainda mais agudo. Além disto, discute-se a
realidade das conseqüências sociais e psicológicas da pornografia.
A situação legal da pornografia depende do país. A pornografia infantil é considerada ilegal na
totalidade dos países. A legislação brasileira define pornografia infantil como sendo "cena de
sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente". A pena de reclusão é de
um a quatro anos para a produção e publicação da pornografia infantil.
Entretanto, a maioria dos países permite a comercialização e a distribuição de alguma forma
de pornografia. No Brasil, bem como na maioria dos países, a pornografia softcore é
geralmente permitida nas bancas de revista, videotecas, televisão e cinemas. A hardcore é
permitida da mesma forma, mas com algumas restrições, como por exemplo, uma capa de
plástico com tarjeta preta para as revistas hardcore. A maioria dos países tenta restringir o
acesso de menores à pornografia hardcore, permitindo a sua comercialização somente em
seções "adultas" de videotecas, livrarias e em TV a cabo. Entretanto, estes esforços têm se
mostrado ineficazes para restringir o acesso da população em geral às formas de pornografia
consideradas mais danosas, por causa da grande disponibilidade deste material na Internet e,
obviamente, pela inclinação do coração humano a toda sorte de obscenidade.
A maioria dos países ocidentais tem restrições à pornografia que envolva violência e
bestialismo (sexo com animais). A Holanda e a Suécia, entretanto, permitem a venda deste
material abertamente nos sex-shops e após os 15 anos de idade, os jovens podem assistir
filmes pornográficos de qualquer tipo. Na Grã-Bretanha, a pornografia hardcore continua
sendo ilegal, embora tolerada. No Japão, até recentemente, a exibição dos órgãos genitais
era proibido, e a softcore permitida.
Pode parecer, pelas diferentes atitudes dos países, que os aspectos morais relacionados com o
consumo da pornografia seja uma questão cultural. Entretanto, não são apenas questões
culturais que levam esses países a restringir ou permitir a pornografia. Questões financeiras e
econômicas influenciam os governos. A pornografia é uma grande indústria que gera milhões
de dólares anuais em impostos. A venda de material pornográfico em sex-shops – que inclui
vídeos e acessórios encomendados pela Internet – representa uma boa porcentagem do
dinheiro movimentado pelo e-commerce (comércio pela Internet). E estes números estão
aumentando com a crescente enxurrada de obscenidade no mundo.
O Crescimento da Pornografia no Mundo
Uma estatística de 1995 revelou que os americanos gastam mais em pornografia do que em
Coca-Cola. Não é difícil imaginar que a situação no Brasil não é muito diferente. Um país
antigamente fechado, como a China, em 1993 assistiu a uma enxurrada de material
pornográfico em seus limites após ter aberto, mesmo que um pouco, as suas fronteiras para
receber ajuda estrangeira. Mensalmente, cerca de 8 milhões de cópias de revistas
pornográficas circulam no Brasil. Em 1994 a venda de vídeos pornôs chegou perto de 500
milhões de dólares. Não é de se admirar que as locadoras reservem cada vez mais espaço nas
prateleiras para vídeos pornôs. Segundo uma pesquisa em 1992, um em cada quatro brasileiros
assistiu a um filme de sexo explícito. O mesmo fizeram 13% das mulheres entrevistadas. Em
1995 esse número dobrou para os homens e aumentou um pouco em relação às mulheres.
Recentes estatísticas mostram o crescimento destes números.
Diversos acontecimentos recentes ao redor do mundo indicam o avanço contínuo da
pornografia. O mundo está sendo inundado com uma enxurrada de imundícia. Vejamos alguns
destes indícios.
1) Os governos aumentam cada vez mais a legalidade da pornografia – Um exemplo é que em
abril de 2002 o Supremo Tribunal dos Estados Unidos revogou a Lei da Prevenção da
Pornografia Infantil que havia sido promulgada pelo Congresso em 1966. O argumento usado
pelo Supremo Tribunal foi que a liberdade de expressão estava sendo suprimida. A decisão
reflete a tendência cada vez maior para a legalização de todas as formas de pornografia.
2) As estatísticas mais recentes mostram o crescimento vertiginoso da indústria pornográfica –
Segundo estudos publicados em maio de 2002, há mais de 400.000 sites pornográficos na
Internet em todo o mundo, e cerca de 70 milhões de pessoas visitam ao menos um site
pornográfico por semana.
Este crescimento é atestado por outras estatísticas. Em 2002, o Observatório para a
Publicidade do Instituto da Mulher, em Paris, recebeu 710 denúncias contra mensagens
sexistas, o dobro das denúncias recebidas em 2000. 80% destas denúncias tinham a ver com a
exploração do corpo feminino em propaganda de produtos. Neste mesmo ano, em Bruxelas, a
ONU publicou relatório denunciando que milhões de pessoas em todo o mundo – a metade
sendo de crianças e uma outra grande parte de jovens mulheres – são exploradas sexualmente,
o que obviamente se refere não somente à prostituição, mas à pornografia. Ainda em outubro
de 2002, em Barcelona, a Feira Internacional do Cine Erótico exibiu ao vivo relações sexuais
pervertidas aos participantes da Feira.
3) O fracasso das estratégias governamentais em conter o avanço da imoralidade – Conforme
estudo do Jornal Médico Britânico publicado na Inglaterra em 2002, as campanhas
governamentais de prevenção da gravidez de adolescentes estavam fracassando
redondamente. A famosa rádio BBC de Londres veiculou em 2002 que o governo inglês estava
preocupado por não conseguir conter a enxurrada de material pornográfico que atinge
diariamente os adolescentes ingleses pela Internet. De cada dez mensagens que recebem,
uma delas é pornográfica ou remete a algum site pornográfico. A mesma frustração do
governo inglês certamente se sente nos governos de outros países.
4) A constatação de danos cada vez maiores causados pela pornografia – Continuamente
surgem relatórios de diversos quadrantes mostrando novos danos causados pela pornografia.
Por exemplo, os estudos do professor Richard Drake da Universidade Brigham Young nos
Estados Unidos, indicam que a pornografia pode ter efeitos na mente similares ao da cocaína,
produzindo dependência e distúrbios mentais.
Em Paris, numa reunião com mais de 1700 psicanalistas de 31 paises para tratar de novas
formas de neuroses, destacou-se o fato de que cresce cada vez mais o número de pessoas
viciadas em sexo, um problema que foi considerado como uma enfermidade psicológica, cujas
conseqüências são a ruína econômica, problemas no casamento e em relações, problemas no
trabalho, ansiedade e depressão.
Todas estas evidências apontam para uma avalanche da imoralidade em todo o mundo, da
qual a pornografia é o carro chefe. Além dos evidentes problemas espirituais que a
pornografia causa, também contribui largamente para o crescimento da violência em todo o
mundo.
Não são poucos os relatórios feitos por comissões de pesquisadores que denunciam a estreita
relação entre a pornografia e a crescente onda de estupros, assédio sexual e exploração
infantil nos países "civilizados". Vários dos temas mais comuns em pornografia do tipo hardcore
incluem cenas de seqüestro e estupro de mulheres, geralmente com espancamento e tortura,
além de outras formas obscenas de degradação. A mensagem que a pornografia passa aos
consumidores é que quando a mulher diz "não" na verdade está dizendo "sim", e que se o
estuprador insistir, ela não somente aceitará como também passará a gostar. Assim, a
violência contra a mulher é exposta como algo válido e normal. Estudos de especialistas
mostram que 82% dos encarcerados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes
admitiram que eram consumidores regulares de material pornográfico. Só nos Estados Unidos,
o número conhecido de estupros pela polícia cresceu 500% em menos de 30 anos, o que
corresponde ao aumento da popularidade do material pornográfico e da facilidade para ser
encontrado. Cerca de 86% dos condenados por estupro admitiram imitação direta das cenas
pornográficas que assistiam regularmente.
Movimentos Anti-Pornografia
O crescimento vertiginoso da disponibilidade da pornografia e os seus efeitos tem levantado
reações no mundo todo. As críticas e ataques à indústria pornográfica e aos seus consumidores
vêm geralmente de religiosos conservadores e do movimento feminista. Evangélicos e
católicos têm atacado fortemente a indústria da pornografia, especialmente nos países onde o
cristianismo conservador exerce alguma força política. Os argumentos usados pelos religiosos
contra a pornografia é que a mesma é imoral, que o sexo é reservado para o casamento e que
a pornografia aumenta o comportamento imoral e a violência da sociedade.
No Brasil há esforços isolados por parte dos evangélicos, já que não têm um representante
nacional. Por exemplo, o deputado evangélico Pastor Daniel Marins lançou na Assembléia
Legislativa de São Paulo, em 2001, um projeto de lei que proíbe a exposição de modelos,
masculinos ou femininos, despidos ou seminus em placas publicitárias instaladas em vias
públicas. Segundo o Pastor Daniel, o projeto é resultado da luta do povo evangélico contra a
propaganda aberta e explícita de revistas, produtos e sites na Internet destinados à
exploração comercial da nudez e da pornografia, e foi elaborado em conjunto com líderes de
diversas denominações, comunidades e associações evangélicas de todo o Estado de São Paulo.
O outro ataque à pornografia vem de uma ala do movimento feminista que a considera como
parte da agenda machista, que degrada a mulher e induz à violência contra ela. Esta ala do
movimento feminista é contra a pornografia, não por valores morais ou convicções cristãs,
mas porque a considera como essencialmente machista, já que são os homens que mais a
consomem e são as mulheres as que mais são exploradas e humilhadas nesta indústria. Estas
feministas não representam, porém, a totalidade do movimento, onde existem outras
feministas que defendem a pornografia.
Existem ainda movimentos isolados, dirigidos por indivíduos ou organizações não
governamentais. Um exemplo é Linda Boreman, ex-atriz pornô, que usava o nome de Linda
Lovelace. Após abandonar a carreira de estrela pornô, passou a atacar a indústria pornográfica
por causa da exploração das mulheres. Outro exemplo é o grupo "Guerreiros Independentes
contra a Pornografia Infantil", que se dedica a caçar consumidores e divulgadores da
pornografia infantil pela Internet. Existem várias outras organizações sem fins lucrativos
batalhando nessa cruzada. Uma delas, chamada de "Exército Cibernético de Caçadores de
Pedófilos", tem mais de 10 mil membros cadastrados enviando dicas à polícia. Esses grupos são
compostos por Internautas que dedicam seu tempo livre procurando manter contato com
consumidores de pornografia infantil pela Internet, para afinal entregá-los à polícia.
Muito embora os ataques à pornografia venham em grande parte dos círculos evangélicos, é
uma triste realidade que a pornografia tem suas vítimas também dentro das igrejas
evangélicas, como veremos a seguir.
Evangélicos "voyeurs"?
Voyeur é termo usado para descrever aqueles que têm prazer sexual observando outras
pessoas nuas ou praticando relações sexuais. O voyeur não interage diretamente com o objeto
do seu prazer, mas reage a ele através da masturbação. Este é o nome que se dá geralmente
ao consumidor secreto de pornografia. É uma boa descrição para cristãos viciados em
pornografia.
Há boas razões para acreditarmos que o número de evangélicos no Brasil viciados em
pornografia é preocupante. Pesquisadores estimam que nos Estados Unidos cerca de 40% dos
evangélicos estão afetados. Há quem ache que este número é bem maior. Considerando que
no Brasil a facilidade de se obter material pornográfico é a mesma ou até maior que nos
Estados Unidos, considerando que a igreja evangélica brasileira não tem a mesma formação
protestante histórica da sua irmã americana, considerando a falta de posição aberta e ativa
das igrejas evangélicas brasileiras contra a pornografia como acontece nos Estados Unidos, não
é exagerado dizer que provavelmente cerca de 50% dos homens evangélicos no Brasil são
consumidores de pornografia. Talvez esse número seja ainda conservador diante do fato
conhecido que os evangélicos no Brasil assistem mais horas de televisão por dia que muitos
países de primeiro mundo, enchendo suas mentes com programas que promovem a violência e
o erotismo, e assim abrindo brechas por onde a pornografia penetra e se enraíza.
Mais preocupante ainda é a probabilidade de que grande parte desse percentual é de jovens
adolescentes evangélicos. Uma pesquisa feita por Josh McDowell em 22 mil igrejas americanas
revelou que 10% dos adolescentes haviam aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas
pornográficas. 42% deles disseram que nunca aprenderam qualquer coisa sobre o assunto
através de seus pais. E outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos
últimos 6 meses. Uma extrapolação, ainda que conservadora, para a realidade das igrejas
brasileiras é de deixar pastores e pais em estado de alerta!
Aqui no Brasil, segundo pesquisa da revista Eclésia em setembro de 2002, feita entre jovens
evangélicos de 22 denominações, 52% deles já praticaram sexo pré-marital. Destes, cerca da
metade mantêm uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que
perderam a virgindade é de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças, o que coloca
as igrejas evangélicas cada vez mais próximas dos padrões mundanos. Um detalhe: estes
jovens foram todos criados nas igrejas! Infere-se que em comunidades evangélicas onde as
noções de moralidade são tão mundanas quanto as dos incrédulos, não é para duvidar que o
consumo de pornografia seja corrente, aceitável e tolerado.
É preciso ainda notar que não são somente os homens que consomem pornografia. Mulheres
cristãs também incorrem neste hábito, embora certamente numa proporção menor. Uma
evangélica que se identifica como "Solitária" dá o seguinte depoimento num site evangélico:
"Tenho 30 anos de idade e nunca consegui casar. Pensei que tinha direito de ser sexualmente
feliz, mesmo que o Senhor não tenha me dado um marido. Isto me levou a uma longa e
profunda batalha com a masturbação e a pornografia na Internet. No ano passado, quebranteime
após ouvir um sermão sobre pureza sexual em minha igreja. Após isto, comecei um curso
de 60 dias baseado em leituras da Bíblia e acompanhamento de um mentor. Finalmente me vi
livre. Também coloquei um filtro contra a pornografia em meu computador”.
Escândalos envolvendo líderes evangélicos revelam abertamente uma outra face do problema.
Há pastores evangélicos que também são viciados em pornografia. Por causa do receio de
serem apanhados e de estragarem seus ministérios, muitos pastores preferem optam por
consumir pornografia como voyeurs do que praticar o adultério de fato, embora alguns
acabem eventualmente caindo na infidelidade prática.
Uma mulher escreve num site evangélico: "Sou divorciada, mãe de três adolescentes. Fui
casada por dez anos, até que meu marido, pastor, teve um caso extra-marital. Ele era viciado
em pornografia desde os doze anos de idade e lutou contra isto por muitos anos."
Há diversos artigos sobre pornografia publicados em revistas americanas e européias de
aconselhamento pastoral abertamente dirigidos a pastores viciados em pornografia, visando
ajudá-los. Uma destas revistas, Leadership, realizou uma pesquisa entre pastores de diversas
denominações evangélicas e chegou a conclusões terríveis: a cada dez pastores, quatro já
haviam visitado um site pornográfico. As seguintes perguntas e respostas compuseram a
pesquisa:
Você já visitou um site pornográfico na Internet?
57% Nunca
7% Faz mais de um ano
9% Uma vez no ano passado
21% Algumas poucas vezes no ano
6% Duas vezes ao mês ou mais
Em geral, segundo Leadership, pastores que gastavam mais tempo diante da Internet eram os
que mais provavelmente visitariam sites pornográficos.
Pastores são vulneráveis à tentação de entrar num site pornográfico como qualquer outra
pessoa. No caso deles, talvez sejam ainda mais vulneráveis. O isolamento e a solidão
geralmente acompanham o ministério pastoral. Além disto, muitos pastores negligenciam seus
casamentos dedicando-se por demais às demandas do ministério.
Alguns pastores podem cair nesta armadilha satânica simplesmente por curiosidade em saber o
que membros da sua igreja estão consumindo na Internet e acabam sendo atraídos e enlaçados
pelo poder da pornografia. Além do mais, líderes que jamais ousariam entrar numa videoteca
para adquirir um vídeo pornográfico, no segredo e intimidade de seus lares e escritórios
acabam cedendo às facilidades da cyber-pornografia, que é acessível, barata e anônima. As
igrejas devem orar por seus pastores e líderes para que sejam livres de toda tentação.
Análise Crítica dos Argumentos em Favor da Pornografia
Existem diferentes argumentos usados para defender o consumo livre da pornografia.
Analisemos alguns deles.
1) A pornografia como arte – Os defensores deste ponto de vista argumentam que a maldade
está na mente dos que vêem material pornográfico. Em si, defendem eles, a pornografia
simplesmente explora a beleza natural da nudez humana e das relações sexuais, e deveria ser
vista como arte. Os que sustentam este ponto insistem que a nudez é inofensiva e também
uma forma de arte. Entretanto, este argumento erra ao deixar de reconhecer que a indústria
pornográfica produz bastante material sexualmente explícito onde a mulher é degradada e
humilhada, onde o foco são os órgãos genitais humanos, onde adolescentes são violentados e a
sodomia e o homossexualismo são divulgados. Se por um lado a nudez humana é bela, após a
Queda (pecado de Adão e Eva) o Criador determinou que ela fosse encoberta (Gn 3.21), pois a
inocência em que esta beleza podia ser apreciada e desfrutada (Gn 2.25) foi corrompida pelo
pecado (Gn 3.7-11). A nudez, como preparação para o ato sexual, fica reservada para o
casamento (cf. Levítico 18).
2) A Bíblia está muito mais preocupada com dinheiro e materialismo do que com nudez e
cobiça – De acordo com este argumento, os cristãos conservadores são obcecados contra a
pornografia que existe nos filmes, mas esquecem que estes também divulgam muita violência,
materialismo e bruxaria. Entretanto, o argumento não é inteiramente verdadeiro. Embora a
Bíblia tenha muitas passagens contra o mal uso do dinheiro, ela também tem muitas passagens
contra a imoralidade sexual e a impureza mental. Devemos combater ambas as coisas.
3) Não há provas conclusivas de que a pornografia seja prejudicial – Este argumento tem sido
usado pelos defensores da pornografia em resposta a relatórios de comissões governamentais
de diversos países para analisar os efeitos sociais, psicológicos e econômicos da pornografia.
Muitas destas comissões concluíram que existe uma relação entre o consumo da pornografia e
a violência contra mulheres e crianças, o crescimento dos índices de divórcio, de doenças
venéreas e da AIDS, de abortos e de mães solteiras. Os defensores da pornografia
argumentam, entretanto, que esta relação não pode ser provada com critérios científicos.
Porém, não são necessários critérios científicos para provar o que é óbvio, ou seja, o papel
decisivo da pornografia na escalada da imoralidade e suas conseqüências danosas. Muito
embora não se possa responsabilizar exclusivamente a pornografia por todos os males da
sociedade, ela certamente tem contribuído para os mesmos. Ela provoca a excitação e o
despertamento sexual através de imagens que contêm cenas de nudez, sexo deturpado,
homossexualismo, lesbianismo, degradação e humilhação da mulher e de crianças, criando nos
consumidores uma inclinação para realizar na prática aquilo que seus olhos e mentes
consomem.
4) O direito de livre expressão assegura a publicação e o consumo de material pornográfico –
segundo os defensores da pornografia, à censura é coisa de regimes autoritários. Nas
democracias modernas se assegura o direito de expressão a todos. Isto inclui, argumentam
eles, o direito de se publicar material pornográfico e o direito de se consumir este material.
Porém, os cristãos submetem suas consciências primeiramente à Lei de Deus. Se por um lado
as Escrituras reconhecem a individualidade e a liberdade, por outro elas traçam muitos limites
claros sobre o que se pode ver e meditar e aquilo com que ocupar a mente. Por exemplo, o
Senhor Jesus proíbe que se tenha fantasia sexual olhando para uma mulher com intenção
impura (Mt 5.28; cf. Ex 20.17; 2Sm 11.2; Jó 31.1; Fp 4.8; etc). A liberdade individual é
controlada pela Lei de Deus. O crente não é livre para ocupar sua mente com qualquer coisa
que deseje o seu coração. Muito embora as leis de um país assegurem a liberdade de
expressão, para os cristãos tal liberdade é regulada pelos princípios da Palavra de Deus.
Outro aspecto é que em nome da liberdade de expressão os adolescentes ganham cada vez
mais acesso à pornografia. Meninos de 12 a 17 anos são os maiores consumidores de
pornografia, segundo estatísticas recentes. Por isto, a indústria pornográfica procura viciá-los
cada vez mais, para ter uma clientela segura com o passar dos anos.
5) A pornografia pode ser usada como terapia – Esta é uma defesa radical da pornografia
apresentada inclusive por setores feministas. De acordo com esta posição, o uso da
pornografia, que é acompanhado geralmente pela masturbação, provê uma forma de escape
sexual para aqueles que – por quaisquer motivos – não têm um parceiro sexual, como as
pessoas que estão longe de casa, pessoas que enviuvaram recentemente, estão isoladas por
causa de alguma enfermidade ou simplesmente porque escolheram ficar sozinhas. Entretanto,
o uso de pornografia e masturbação como meio de extravasamento do impulso sexual viola os
princípios da Palavra de Deus quanto à pureza sexual e o emprego da mente e de nossa
sexualidade. Além da determinação das Escrituras para que os cristãos exerçam o domínio
próprio nestas questões, existem outras maneiras de aliviar-se o impulso sexual, como a
prática de exercícios físicos.
Também, de acordo com esta argumentação, casais podem usar pornografia para melhorar
suas relações, assistindo juntos a vídeos eróticos, e experimentando variação em sua vida
sexual, sem ter que cometer adultério. Entretanto, do ponto de vista bíblico, o fato de um
cristão assistir com seu cônjuge a vídeos pornográficos não diminui a imoralidade do ato.
Continua sendo adultério uma pessoa casada excitar-se sexualmente mediante as imagens de
outros homens e mulheres mantendo relações sexuais, mesmo que faça isto junto com seu
cônjuge.
6) É uma forma segura de sexo – Um outro benefício da pornografia, de acordo com grupos
feministas, é que permite que as mulheres descubram e experimentem a sexualidade sem
correr o risco de envolver-se com parceiros que as contagiem com doenças venéreas e AIDS,
engravidem ou as sujeitem a humilhações e degradação. A isto respondemos que existem
alternativas bíblicas para que as mulheres desenvolvam sua sexualidade de forma saudável e
correta sem ter que recorrer à pornografia e à masturbação. Por exemplo, na escolha
acertada de seus cônjuges e desfrutando o sexo dentro do casamento.
Podemos perceber que os argumentos em favor da pornografia não levam em conta qualquer
questão de valor moral. Enfocam apenas as questões sociais e psicológicas. Os cristãos,
entretanto, devem analisar esta questão e outras à luz da Palavra de Deus. Apesar de todos os
argumentos em contrário, a pornografia em todas a suas formas continua sendo uma violação
dos princípios bíblicos de pureza moral e sexualidade saudável e correta. Infelizmente, a
consciência desta realidade nem sempre tem sido suficiente para evitar que cristãos se
tornem consumidores de pornografia.
O Que Tem de Mais em Ver Pornografia?
Muito embora os evangélicos em geral sejam contra a pornografia (alguns apenas
instintivamente) nem todos estão conscientes do perigo que ela representa. Mencionamos
alguns deles em seguida:
1) Consumir deliberadamente material pornográfico é contribuir para uma das indústrias mais
florescentes do mundo e que, não poucas vezes, é controlada pelo crime organizado – A
indústria pornográfica é uma grande fonte de renda para o crime organizado em todo o
mundo, juntamente com o jogo e as drogas, movimentando bilhões de dólares por ano. A
indústria da pornografia apóia e promove a indústria da prostituição e da exploração infantil.
O dinheiro que pais de família gastam com pornografia deveria ir para o sustento de suas
famílias. Alguns podem alegar que consomem apenas material soft contendo somente cenas
de nudez — esquecendo que esse material é produzido pela mesma indústria ilegal que
comercializa a pornografia infantil.
2) Consumir deliberadamente material pornográfico deixa cicatrizes para o resto da vida – As
imagens ficam gravadas a fogo na mente e continuam lá para sempre, e vêm à tona com a
excitação sexual. É similar a fumantes, que mesmo tendo deixado o cigarro, permanecem com
manchas nos pulmões. É isto que testemunha um ex-viciado em pornografia, cujo depoimento
anônimo na revista Leadership chocou o mundo evangélico: "Trago ainda hoje as cicatrizes do
meu vício, apesar de já tê-lo vencido. Há a cicatriz da ‘inocência corrompida’. A pornografia
se alimenta de nossa fascinação pelo que é proibido, e sempre estamos querendo mais. Minha
vida de fantasia sexual extrapolava em muito a minha vida sexual real no casamento. Eu era
um ‘voyeur’, experimentando sexo na solidão e isolamento, cada vez mais me afastando da
minha esposa".
Mencionamos abaixo outras seqüelas da pornografia:
a) Insensibilidade para com as perversões sexuais, fazendo-as parecer cotidianas e rotineiras.
b) Comparação injusta entre o corpo do nosso cônjuge e aquele dos modelos apresentados no
material pornográfico, provocando impotência e desinteresse sexual dentro do casamento.
c) O hábito da masturbação que se alimenta da pornografia, sua matéria-prima.
d) Despersonificação dos seres humanos, ao exibir seus corpos e órgãos genitais, sem que o
rosto apareça.
e) Hábito de desnudar as pessoas com a imaginação, ou de entreter fantasias sexuais enquanto
conversa com pessoas do sexo oposto.
3) O consumo de pornografia abate e escraviza o crente – Há muitos servos e servas de Deus
que estão vivendo um conflito: querem servir ao Senhor de todo coração, mas se vêem
escravizados à pornografia. Esta derrota tira-lhes a vontade de ir à Igreja, participar da Escola
Dominical, ler a Bíblia e orar e de testemunhar de Cristo a outros. Sobre isto, escreve o Pr.
Jorge Luiz César Figueiredo em artigo na Internet: "Quando a prática [da pornografia] torna-se
um círculo vicioso, torna-se algo terrível. Tenho ouvido testemunhos de jovens que lutaram
muito para vencer, alguns tiveram que ser radicais e pediram aos pais para tirar o computador
do quarto. Esse quadro também cria uma falta de compromisso com Deus; o jovem não quer
compromisso, pois não quer pagar o preço da renúncia. Se você enquadra-se nesse perfil sabe
bem do que estamos falando. O sentimento de fracasso às vezes toma conta de você e até
pensa em desistir, em largar Jesus, mas como você pertence ao Cristo de Nazaré, não pode
mais voltar atrás".
4) Consumir deliberadamente material pornográfico é violar todos os princípios bíblicos
estabelecidos por Deus para proteger a família, a pureza e os valores morais. A própria
palavra "pornografia" nos aponta essa realidade. Conforme já vimos, ela vem da palavra grega
pornéia. Juntamente com mais outras três palavras (pornos, pornê e pornéuo) ela é usada no
Novo Testamento para se referir à prática de relações sexuais ilícitas, imoralidade ou
impureza sexual em geral. Freqüentemente essas palavras de raiz porn- aparecem em
contextos ou associadas com outras palavras que especificam mais exatamente o tipo de
impureza a que se referem: adultério, incesto, prostituição, fornicação, homossexualismo e
lesbianismo. O Novo Testamento claramente condena a pornéia: ela é fruto da carne, procede
do coração corrupto do homem, é uma ameaça à pureza sexual e devemos fugir dela, pois os
que a praticam não herdarão o reino de Deus. A pornografia explora exatamente essas coisas
— adultério, prostituição, homossexualismo, sado-masoquismo, masturbação, sexo oral,
penetrações com objetos e — pior de tudo — pornografia infantil.
De Onde Procede o Desejo de Ver Pornografia?
A pergunta que fazemos é: de onde procede este desejo de olhar e consumir material
obsceno? Encontraremos as repostas na Bíblia, a Palavra de Deus.
Ela nos ensina que na criação Deus fez o homem e a mulher perfeitos e sem pecado e lhes deu alguns
mandatos que deveriam ser obedecidos, mostrando-lhes que eram criaturas, apesar de terem sido
criados perfeitos, sem pecado. Os mandatos foram estes, os quais continuam em vigor até hoje:
1. Mandato Cultural – "Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden
para o cultivar e o guardar" (Gn 2.15). O homem foi colocado por Deus no jardim para cuidar
das coisas criadas.
2. Mandato Espiritual – "E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim
comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque,
no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gn 2.16-17). O homem foi criado para ter
comunhão com Deus. Esta comunhão estava condicionada à obediência ao que Deus havia
determinado quanto a não comer da árvore.
3. Mandato Social – "Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este
adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o
Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem:
Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do
varão foi tomada. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os
dois uma só carne" (Gn 2.21-24). O homem foi criado com a capacidade de ter uma família.
Este privilégio, porém, dar-se-ia dentro de algumas regras que estavam implícitas na sua
própria criação:
a) Monogâmico. O casamento deveria ser monogâmico, isto é, entre um homem e uma mulher
("deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher", Gn 2.24).
b) Heterossexual. O casamento deveria também ser entre pessoas de sexos diferentes.
c) Sexo. As relações sexuais estão diretamente ligadas ao casamento. O plano de Deus foi que
o sexo fosse desfrutado dentro do ambiente seguro do casamento. Isto fica implícito na
expressão: "deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só
carne" (Gn 2.24).
Porém, depois da entrada do pecado no mundo todos esses valores foram distorcidos e os
mandatos divinos para o homem foram atingidos:
Quanto ao mandato cultural, o homem que havia sido criado por Deus para cuidar das coisas
criadas, tornou-se o próprio predador do universo. Veja como está a situação do mundo, da
natureza, dos rios, dos mares! Estão todos sendo degenerados por causa do pecado do homem,
por causa do próprio homem. O mandato espiritual foi igualmente atingido. O homem foi
criado por Deus para ser obediente à sua vontade. Entretanto, hoje ele anda fazendo a
vontade do mundo, do diabo e da carne (Ef. 2.1-3). O mesmo pode-se dizer do mandato
social. O homem foi criado para ser monogâmico, heterossexual e conhecer a sua esposa
sexualmente somente no casamento. Seguindo o que ocorreu com os dois primeiros mandatos
de Deus depois da Queda, o mandato social foi duramente atingido pelo pecado. O homem
começou a casar-se com mais de uma mulher e a cometer adultério. O apóstolo Paulo condena
essa atitude: "Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura,
tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não
sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz,
serão os dois uma só carne" (1Co 6.16).
Depois do pecado, o homem é escravo do pecado de tal forma que as suas paixões e desejos
são contrários à vontade de Deus, pois são carnais (Gn 6.1-3). Longe de Deus e da sua
vontade, o homem cada vez mais se afasta das verdades de Deus e se entrega aos desejos do
seu coração.
Deus na sua sabedoria criou o casamento para ser fonte de procriação (Gn 1.28), de
companheirismo (Gn 2.18) e de prazer (1Co 7.4-5), indicando desta maneira que o sexo não foi
criado para ser fonte de prazer sem compromisso. No entanto, por causa do pecado, o homem
tornou-se amante dos prazeres (2Tm 3.4), vivendo a vida para a sua própria satisfação. O
descumprimento do mandato social e sua degeneração por causa do coração do homem têm
levado à prática de toda sorte de imoralidades (adultério, homossexualismo e toda sorte de
bestialidades).
Portanto, a culpa primária pela difusão e consumo da pornografia não é da televisão nem das
revistas do gênero, mas de um coração morto nos seus delitos e pecados. "Porque do coração
procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos,
blasfêmias" (Mt 15.19). Claramente Deus afirma na sua Palavra que os que praticam tais coisas
não herdarão o reino dos céus: "... prostituição, impureza, lascívia... a respeito das quais eu
vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais
coisas praticam" (Gl 5.19-21).
A pornografia utiliza a criação de Deus, que é o próprio ser humano, para se levantar contra
Deus de tal forma que os seus membros são usados para a iniqüidade. A Bíblia, entretanto, nos
convoca a oferecermos nossos membros ao serviço de Deus: "nem ofereçais cada um os
membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus,
como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de
justiça" (Rm 6.13).
Como Evitar e Libertar-se da Pornografia?
Não precisaremos de argumentos sociais, médicos e psicológicos para justificar a necessidade
de evitarmos e nos libertarmos da pornografia tais como AIDS, destruição familiar, vício,
desvio financeiro para esse fim, a falta de segurança e higiene nos locais destinados a esse
fim, entre muitos outros. Acreditamos que as razões bíblicas nos são suficientes para dizermos
não, mesmo que tenhamos de lutar contra a nossa própria vontade e nosso próprio coração.
"Aquele que quer vir após mim, a si mesmo se negue..." são as palavras de Cristo para a nossa
reflexão.
Uma vez que entendemos que a nossa natureza pecaminosa nos impulsiona para o mal (Rm
3.10-12), temos que buscar meios pelos quais possamos não sucumbir às muitas tentações que
nos sobrevirão, cientes de que "não nos vem tentação que não seja humana, mas Deus é fiel e
não permitirá que sejamos tentados além das nossas forças; pelo contrário, juntamente com a
tentação nos proverá também o livramento, de sorte que podemos suportar" (1Co 10.13); e
ainda: "naquilo que ele mesmo (Cristo) sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer
os que são tentados" (Hb 2.18).
Tais promessas de Deus são como lenitivo para a alma. Mesmo que o salário do pecado seja a
morte, "o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Rm 6.23).
Confiados nessas verdades ficamos fortalecidos para lutar contra as nossas concupiscências e
fazer a vontade de Deus, pois "Ele é poderoso para nos guardar de tropeços e para nos
apresentar com exultação, imaculados, diante da Sua glória" (Jd 24).
Gostaríamos, portanto, de oferecer aos nossos leitores algumas sugestões de como podemos
evitar o mal que chamamos de pornografia:
1. Ter cuidado com o legalismo. Paulo escrevendo aos Colossenses diz que as doutrinas dos
homens como: "não manuseies isso ou não toques naquilo... não terão valor nenhum contra a
sensualidade" (Cl 2.21-23). A mera letra não nos fará fugir da tentação, se não for
acompanhada de uma disposição muito forte do nosso coração de abandonarmos o prazer que
a pornografia porventura nos proporcione.
2. Evitar lugares que inspirem sensualidade. Uma vez livres do legalismo, cada homem ou
mulher deve conhecer suas limitações e jamais provar seus limites. Temos que deixar morrer a
nossa natureza terrena (Cl 3.5-8). Aqui cabem as palavras do Salmo 1: "Bem-aventurado o
homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores". Baseados nestas palavras sugerimos
as seguintes atitudes:
a) Escolher bem as amizades. Evitar aqueles amigos que tentam nos desviar, não fazendo caso
da Palavra de Deus.
b) Aconselhar-se com pessoas crentes e sábias, e não com os ímpios.
c) Elevar os nossos pensamentos a Deus. Meditar dia a dia na Sua Palavra (Salmo 1:2).
d) Fazer nosso culto particular a Deus e encher nossos pensamentos com coisas edificantes.
Em Filipenses 4.8, Paulo nos ensina em que pensar: "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é
respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa
fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso
pensamento

19/10/2010

O Pecado Imperdoável

 


O Pecado Imperdoável



A promessa de Jesus:

Mat.12:31 - "E por isso vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada.”

Graças a Deus porque todo pecado é perdoado. Qual o significado então do final do versículo 31? O que é o pecado contra o Espírito Santo? Por que esse pecado é imperdoável para Deus?


QUEM É 0 ESPIRITO SANTO
E QUAL SUA OBRA?

O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade
Mat.28:19 – “... batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”  

Ele é o único agente que leva a pessoa a reconhecer o pecado
João 16:8 - "Quando Ele [Espírito Santo] vier, convencerá o mundo do pecado" 

Ele derrama o amor de Deus em nossos corações Rom.5:5 – “... o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo”

Ele produz o novo nascimento
João 3:1-8 – “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito.”

Ele guia em toda a Verdade
João 16:13 – “Mas, quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade.”

Ele fortalece para obediência
Efés.3:16 – “... que sejais fortalecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior”

Ele age no homem
Gên.6:3 – “Então disse o Senhor: Não permanecerá o Meu Espírito para sempre com o homem”

Ele intercede por nós
Rom.8:26 – “... mas o mesmo Espírito intercede por nós”


Todo pessoal, íntimo trabalho de Deus sobre a alma humana é realizado pelo Espírito Santo. Cada impulso para o Bem e para a verdade é implantado por Ele. Cada desejo de santidade é nutrido por Ele. Seu trabalho é tão indispensável à convicção, conversão, arrependimento, segurança, enfim, a cada operação da divina graça, que nenhum desses incidentes poderiam ocorrer sem Ele. O Espírito Santo em nosso coração é a certeza e a nossa salvação se a Ele ouvirmos.


O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO

Esse perdão não é feito por um único ato, num instante, mas sim, por etapas.

1.    Vez por vez, mediante o Espírito Santo, Jesus bate à porta do coração e pede entrada
Apoc.3:20 – “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.”

Quando "alguém" não abre a porta, e deixa‑O esperando do lado de fora ‑ com isto está dando o primeiro passo ‑ ENTRISTECE o Espírito Santo
Efés.4:30 – “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus”


2.    Talvez com medo que Ele force a entrada, esse "alguém" RESISTE, usa toda força para Ele não entrar, pois não deseja ter Sua companhia ‑ é o segundo passo.
Atos 7:51 – “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resistis ao Espírito Santo”


3.    Para ter certeza que Ele não incomodará mais, procura abafá‑lo, APAGÁ‑LO – é o terceiro passo.
I Tess.5:19 – “Não extingais o Espírito”


4.    Então, de tanto resistir, a consciência e o coração se tomam ENDURECIDOS
Heb.3:13 – “... para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado”


5.    Finalmente o Espírito Santo o ABANDONA ‑ Que triste fim!


Entristecer
(Efés.4:30)

Resistir
(Atos 7:51)

Apagar
(I Tess.5:19)

Endurecido
(Heb.3:13)

Abandonado
(I Sam.16:14)

Na Bíblia temos muitos exemplos de pessoas que acabaram sendo ABANDONADAS pelo Espírito Santo.


ÆOs antediluvianos
Gên.6:5 e 3 – “Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente. (...) Então disse Deus a Noé: O fim de todos os seres humanos é chegado perante Mim...” 


ÆFaraó
Êxo.8:15 – “Vendo, pois, Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.”


ÆJudas
Luc.22:3 – “Então Satanás entrou em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, que era um dos doze. E Judas foi aos principais sacerdotes, e aos oficiais da guarda do templo para combinar a maneira como lhes entregaria Jesus.”

O pecado contra o Espírito Santo é a persistente rejeição ao apelos desse Espírito.


COMO PODE ALGUÉM, COMETER
TAL PECADO?


1.   Quando deixa de fazer o que Deus lhe pede
Tia. 4:17 – “Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e não o faz, comete pecado.”

Tem você escutado a suave voz da consciência, movida pelo Espírito Santo, pedindo‑lhe que faça o que é direito e alertando‑o a não desobedecer a Deus?  Tem ela lhe falado enquanto esteve estudando estas lições? Repetidamente Espírito fala:

Isa.30:21 - "Este é o caminho, andai por ele."

Tem Satanás lhe tentado a olhar para possíveis razões para não obedecer aos mandamentos de Deus? Produz ele ansiedade em você de perder o emprego se você obedece a Deus? Sugere ele que seus amigos o abandonarão se você fizer o que Deus requer?

Talvez você tenha pensado: "Meu pai e meu avô foram homens bons, homens piedosos. O que foi bom para eles, é suficientemente bom para mim.”                                      

Mas, escute, O apóstolo Paulo também pensou assim até que Deus teve de derrubá-lo por terra com uma luz celeste para mostrar que estava errado. (Atos 22:3-16).

É porque tememos sair pela fé, em completa obediência a Deus, que começamos a conjeturar em trazer‑Lhe algo que substitua a obediência. Mas, lembremo‑nos: a oferta de Caim, embora dada de boa vontade, não substituiu a real, a verdadeira ‑ e Deus não a aceitou.



2. Quando peca voluntariamente, por rebelião e presunção.
    
Sal.19:13 - "Também de pecados de presunção guarda o teu servo; que eles não se assenhoreiem de mim; então serei perfeito, e ficarei livre de grande transgressão." 

Pecado de presunção é o pecado que cometemos, presumindo (confiando) da misericórdia de Deus; pecado que cometemos conscientemente, sabendo que está errado.

Temos nas Escrituras o triste resultado de tal pecado, na vida de Saul. Deus o havia escolhido e chamado para ser rei de Israel. Saul ouviu e atendeu o chamado. Mas, falhou num ponto: Não obedeceu a Deus de modo completo ‑ total. Quando certa vez Deus lhe deu uma ordem ESPECÍFICA, ele fez apenas PARTE do que foi mandado. A sua própria vontade sobressaiu à vontade de Deus ‑ em outras palavras, ele pensou que podia servir a Deus como ele quisesse e resolvesse. Por isso ele foi rejeitado ‑ o Espírito Santo o abandonou. Daí em diante não recebeu mais mensagens de Deus. Desesperado, acabou indo procurar uma feiticeira ‑ foi ao encontro dos espíritos das trevas e seu fim foi o suicídio.



3.  Apagando o Espírito Santo.
Apagar o Espírito é como cobrir uma vela com pano molhado. O Espírito Santo quer nos guiar à justiça; nós porém, O apagamos e dizemos: "Não agora, ainda não." Cada vez que recusamos ouvir a voz de Deus falando através da consciência, tornamo‑la mais difícil de ser ouvida na próxima vez. Ficamos insensíveis, anestesiados espiritualmente. Por fim, tornamo-nos duros como pedra ‑ não respondemos mais aos apelos do Espírito Santo. É como o despertador, que nos acorda pela manhã; se atendemos ao chamado e nos levantamos, nossos ouvidos continuarão sensíveis ao seu alarme. Se, porém, não lhe dermos atenção e continuamos na cama, finalmente nem perceberemos mais, ao dar o sinal. Nossos sentidos ficaram endurecidos àquele sinal. Se persistentemente recusamos andar na luz que Deus nos deu, se continuamos brincando com um pecado acariciado, de, que o Espírito Santo nos convenceu, resistindo assim abertamente, o Espírito Santo finalmente Se afastará e nos abandonará. Dirá Deus:


II Crôn.36:15-16 - "Não houve mais remédio”.


Luc.22:3 - "Então não haverá mais convicção, nem arrependimento, nem perdão".

Heb.10:26-27 - "Porque, se vivermos, deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários."

Quando o Espírito de Deus Se afasta, a paixão, a maldade, o engano e a loucura dominam:

II Tess.2:11-12 - “É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram‑se com a injustiça.”

Tardiamente reconhecerão então sua triste condição. A Bíblia descreve a agonia dessas pessoas ao descobrirem que não há mais arrependimento em seus corações:

Jer.8:20 - "Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.”

Deixaram passar toda oportunidade.


COMO POSSO SABER
QUE AINDA NÃO
COMETI 0 PECADO IMPERDOÁVEL?


Freqüentemente pessoas sinceras expressam o temor de haverem cometido o pecado imperdoável.  Lembremos isto: Enquanto alguém crê de todo coração que Jesus é o Filho do Deus vivo e o Salvador do mundo, enquanto deseja salvação, pode estar certo de que não cometeu o pecado imperdoável. Satanás empenha‑se em desanimar os homens, fazendo‑os crer que cometeram o pecado imperdoável. Assim os leva a abandonar a esperança e perder‑se. A pessoa que foi abandonada pelo Espírito Santo, nunca mais sente desejo de se arrepender, nem se importa com sua salvação. Se você deseja a salvação, é sinal de que o Espírito de Deus ainda não o abandonou e está agindo em você. Se está convicto de seus pecados, e tem um desejo ardente de servir a Deus e ser salvo, então há esperança para você. É sinal que o Espírito Santo ainda trabalha por você.

COMO EVITAR PECAR
CONTRA O ESPÍRITO SANTO?


Há três métodos simples que cada um pode empregar:

1.    Conservando o coração sensível aos menores apelos do Espírito, e respondendo:

I Sam.3:10 - "Fala, porque o Teu servo ouve.”

2. Tendo cuidado para não resistir voluntariamente à conhecida vontade de Deus.

Isa.50:5 - "O Senhor Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde, nem me retraí.” 


3. Cultivando o hábito de pronta obediência quando Deus assim o exigir:

Sal.18:44 - “Bastou-lhe ouvir-Me a voz, logo Me obedeceu."

Sal.119:60 - “Apresso‑me, não me detenho, em guardar os Teus mandamentos.” 


O Dr. Clarence Macartney conta de um viagem feita a um dos rios da grande Amazônia. Dia após dia ele e seus companheiros nuns canos, deslizavam pelas águas. Éntão um dia, procuram em vão, sinais de vida humana. Começava a escurecer. Continuaram por mais algum tempo, mas não viam nenhuma luz. Já estava escuro e uma tempestade estava se aproximando. Finalmente, exaustos, tremendo de frio, encostaram o barco num lugar arenoso. Olharam em volta, procurando, no escuro, algo com que fazer um fogo. Depois de muitas tentativas, finalmente conseguiram uma pequenina chama. Como foram cuidadosos em protegê-la contra o vento e a chuva! Agacharam­-se em volta, até que conseguiram uma fogueira que os iluminou, aquecendo seus tiritantes corpos. Jamais haviam pensado antes, que bom amigo é o fogo.

Isto faz‑nos lembrar as palavras de Paulo:

I Tess.5:19 - “Não apagueis o Espírito.” 

Se o Espírito Santo lhe disser: este é o caminho, ande por ele, obedeça, pois,

Rom.8:14 - "Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus,  são filhos de Deus.” 

O pecado imperdoável é o pecado que não reconhecemos, que não aborrecemos, de que não nos arrependemos e que não abandonamos. É o pecado, que desce conosco à sepultura, que vai conosco para a perdição. É o pecado ao qual nos apegamos e que não nos dispomos a abandonar. Ele pode ser uma coisa numa pessoa, e outra coisa noutra pessoa. Mas no fundo ele é o pecado do orgulho, do egoísmo. É a recusa da entrega completa, da submissão do coração a Deus. A todos nós, Deus diz:

Prov.23:26 - "Dá‑me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos.”

Por que não vir a Deus agora e dizer: "Eis, Senhor, o meu coração. Toma‑o tal qual está.” Esta é a maior dádiva que podemos fazer a Deus.

Heb.3:7-8 - "Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações."

Qual têm sido a sua reação aos apelos do Espírito de Deus?

 
Copyright © 2013 Portal Rede Social Cristã
Design by FBTemplates | BTT